sexta-feira, 22 de julho de 2011

Matéria - Anti-Heróis - Herois ou Vilões?



Depois de dias e dias sem postar uma matéria, o Baltar aqui tinha o dever de trazer algo a mais para vocês.
Hoje iremos falar sobre Anti-Heróis, um assunto um pouco polêmico, porém, muito interessante.
Meu intuito não é criticar, minha missão é informar e trazer aos leitores uma visão mais ampla sobre criações autorais, sejam nos mangás, nos animes, nos filmes, cartoons ou seriados.
Então me respondam, Anti-Heróis são heróis ou vilões?

Lembrando que todo o conteúdo dessa matéria é de opinião minha e somente minha. Se conseguirem digerir minhas idéias, maravilha, se não, podemos discutir melhor no twitter ou facebook . Será divertido.



Antes de mais nada vamos definir o que seria um Anti-Herói:

Segundo a Wikipedia.org, Anti-herói é o termo que designa o personagem caracterizado por atitudes referentes ao contexto do conto contemporâneo, mas que não possuem vocação heróica ou que realizam a justiça por motivos egoístas, pessoais, vingança, por vaidade, por matar ou por quaisquer gêneros que não sejam altruístas,ou seja,é o antônimo da idéia que se tem de herói. A maoria dos anti-heróis da ficção são mais populares que os heróis. Exemplos de Anti-Heróis: Vegeta, Bass, Shadow the Hedgehog, Homem-Aranha (quando está com a Symbiote de Venom), Homem de Ferro e etc...
Eu tenho uma definição melhor para Anti-herói:
Anti-herói é todo aquele personagem que possui uma característica psicológica forte e que por meios não convencionais tendem a fazer algo de bom, e as vezes tendem a ficar encima do muro.
Entre o final da década de 1930 e meados da década de 1950 os Norte-Americanos desenvolveram um tipo de personagem típico que acabou virando virtudes de um exímio “Super-Herói”.
Todos os Super-Heróis possuíam qualidades exuberantes e um senso de justiça fora do comum ao ponto de criar uma era de novos conceitos trazidos pelos quadrinhos. A explosão dos quadrinhos foi tanta que na década de 1950 com a publicação do livro A Sedução dos Inocentes, os quadrinhos passaram a ser combatidos pelos acadêmicos ligados à área da Psicologia e do Comportamento, argumentando que todos os problemas dos adolescentes da época devia-se aos quadrinhos e seus super-heróis. Como resposta às pressões, as editoras desenvolveram o Código de Ética dos Quadrinhos, o que fez com que o número de leitores diminuísse.
De lá pra cá ( anos 2000 ), era comum ver em quadrinhos ou em livros onde o roteiro caberia somente Herói e Vilão, como uma antítese. Se há um herói, deve de haver um vilão. Não tem sentido um herói que não enfrente nada. Se ele não enfrenta nada, logo, ele não é um herói.
Não que o Anti-heroi nunca tenha existido, mas nos tempos modernos a figura do Anti-heroi está mais forte e cada vez mais amada pelos leitores.
Enquanto o herói tem seu senso de justiça aguçado e faz tudo politicamente correto até atingir seu objetivo, o anti-herói é uma figura totalmente controversa.
O Anti-heroi é uma pessoa de índole duvidosa, inteligente, astuto e maquiavélico. Não importa os meios, se isso lhe traz o seu objetivo, que assim seja. O herói deixa de ser o que é para torna-se anti-herói quando, por meios ilícitos, ele decide fazer o bem, ou seja, se ele decide matar, qualquer pessoa, só para salvar outra, ele já é um anti-herói. Se ele tiver coragem de matar sua mãe, seu pai, e além do mais trouxer benefício para algum “herói”, ele é um anti-herói. O Anti-Herói não tem medo de sujar as mãos. Ele não vai parar de espancar um cara só pra colocá-lo na cadeia depois. O Anti-Herói vai colocar o cara na cadeia, fazer os outros presos abusarem dele e só depois vai bater no cara com as próprias barras de ferro da prisão até o crânio do individuo repartir-se em dois. Isso é um Anti-Herói. Você pode até estar caçando bandidos, mas se você os mata ou mata quem os ajuda, sem pensar, tu é um Anti-herói.

Vamos analisar um anti-herói clássico dos animes: VEGETA de Dragon Ball.
No começo entende-se que ele deseja conquistar todo o universo usando de sua força. Ele é o vilão, um maldito Sayajin que quer a dominação dos planetas. No inicio de Dragon Ball Z, Vegeta é visivelmente um vilão, o contrário do personagem principal. Durante a série, o telespectador descobre que ele é um pau mandado, tudo que ele faz é obedecer ao Freeza, um vilão muito mais forte que Vegeta. Conforme vai passando o seriado, Vegeta acaba revelando suas verdadeiras intenções e pelas beiradas tenta passar a perna em Freeza que estava atrás das Dragon Balls para ser imortal. Em determinados momentos, Vegeta acaba até mesmo colaborando com os personagens “bonzinhos”, mas isso tudo para benefício próprio, ele queria mesmo é roubar as outras Dragon Balls que estavam com a galerinha do Goku. Depois que tudo passa, Vegeta sobrevive e acaba convivendo com os terráqueos. Um pouco de humanidade acaba afetando seu juízo e logo acaba casando-se com Bulma, uma das personagens do lado da galerinha do bem. Ele até tem um filho com ela. Vegeta é rude, mal educado e ta pouco se lixando para o que acontece. Tudo que ele quer é passar Goku, isso é um dos motivos que o faz continuar com os terráqueos. O Vegeta é tão controverso, que na saga de Cell ele ajuda demais Goku e sua turma a combater os andróides e o próprio vilão Cell. Quando chega na saga de Majin Boo ele simplesmente aceita o poder Majin de Babidi e sai acabando com tudo! Ele sai matando toda a galera do estádio e sai berrando desafiando Goku. Viu que amor? Como pode? Essa é a psicologia do Vegeta: “Sou foda, foda-se. Quero testar meu poder, mesmo que eu tenha que matar meia dúzia de pessoas.”

Outro Anti-herói dos animes é LELOUCH de Code Geas:
Esse sim é um personagem para dar nó na cabeça das pessoas. O trauma começa quando criança. Leluch é um dos filhos do Rei Charles, um rei autoritário que expandiu seu império, Britania, conquistando todo boa parte do mundo. Poucos territórios ainda não estão sobre domínio do Rei. O Japão era um deles. A terra do sol nascente não podia ser invadida, pois fez contratos diplomáticos e mantinha amizade com Britania. O totalitarismo do rei Charles era tão ganancioso que não muito demora e uma idéia macabra envolvendo seus dois últimos filhos acabou colocando em cheque o Japão. O Rei Charles mandou seus dois filhos, Nunnaly e Lelouch para a casa do ministro japonês. Organizando um golpe militar perfeito, o Rei acusa o ministro de manter em custódia os filhos dele e sem se importar com as crianças invade o Japão loucamente. Uma parte do plano era matar os dois filhos, assim Charles teria ajuda completa de outras nações amigas para a invasão do Japão. Para que os filhos não fossem assassinados, a empregada, devota da mãe falecida deles, salva elas do destino eminente e esconde as crianças. Lelouch cresce com esse problema na cabeça. Ele se sente traído pelo próprio pai, sente-se usado. Britania toma conta do Japão e logo o Japão é moldado de acordo aos costumes Britanians. A nacionalidade japonesa foi retirada e aqueles que desejassem continuar em seu país deveriam ser chamados de “Elevens” (os Onze) já que o Japão foi chamado de Área 11. Isso irritou profundamente Lelouch que cresceu odiando sua pátria e seu pai. Lelouch era um garoto de aparência normal, porém, MUITO inteligente. Um dia, por acidente, ele encontra uma bruxa que acaba lhe dando um poder chamado Geass. Esse poder tinha a habilidade de ordenar as pessoas a fazerem o que Lelouch quisesse. Se ele mandasse a pessoa se matar, essa o faria sem hesitar. O Geass foi o estopim para dar inicio a uma carnificina inimaginável. Lelouch, que é um Britanian, decide então enfim ir contra o governo do pai e monta sua horda de terroristas para livrar o Japão das garras de Britania utilizando um novo nome, ZERO. Lelouche quer ajudar o Japão? Lelouch quer ser solidário com os japoneses e devolver a terra que lhes fora tomada? NÃO! Lelouch quer vingança! Quer destruir Britania por simples ódio, por capricho. Ele e sua irmã foram usados como bode expiatório e sua irá tornou-se incontrolável. Lelouch começou a matar qualquer um. O garoto usava e abusava de todas as pessoas que lhe fosse pertinente. Não importava se a pessoa era um colega, um amigo ou um compatriota, Lelouch usava a vida de todos para conseguir atingir um objetivo: “Exterminar Britania”. Assim como num tabuleiro de xadrez. Lelouche mata tudo em nome desse orgulho. É aí que se define um anti-herói. Lelouche estava libertando o Japão das garras de um império corrupto e ditador. Querendo ou não, ele estava fazendo o bem para um lado da moeda. Esse tipo de atitude vemos implícito em todos os lados no nosso dia a dia. Você sempre vai escolher o lado que lhe convém, nem sempre o mais correto. Afinal, o que é correto? E é isso que Code Geass traz a tona. Não existem apenas dois lados. Existem muitos lados diferentes e cada um com seus interesses.

Quer ver mais uma análise que mostra as atitudes de um Anti-herói? LIGHT (Raito) YAGAMII de Death Note.
Um simples estudante de classe média. O melhor aluno do Japão. Inteligente, bonito e extremamente cauteloso. Analisa tudo a sua volta. Possui um tédio dentro do coração impossível de ser removido, acha tudo muito banal, sem graça. Detesta as pessoas sujas da humanidade. Raito estuda para ser um advogado, e ainda no colegial, constrói um senso de justiça tão grande que começa a ter nojo de todas as pessoas ao seu redor. Acha que as pessoas deveriam ser melhores do que são, ele quer um mundo mais justo usando a força. É aí que começam os problemas. Sabe a famosa frase, “Grandes poderes exigem grandes responsabilidades”? Como sempre, para sair do estado de herói e tornar-se anti-herói, Raito precisou de uma ajuda sobrenatural. Do nada, Raito, encontra no pátio do seu colégio um caderno com o título “Death Note” ( O  Caderno da Morte ). Dentro do caderno existem várias especificações explicando como usar o poder do caderno e uma das primeiras explicações é: “O Humano cujo o nome for escrito neste caderno, morrerá.” Claro que Raito ficou incrédulo por um momento. Mas não demora para o gênio aguçar sua curiosidade e testar o “novo brinquedo”. Sem medo, meticulosamente, o garoto testa. A veracidade do poder do caderno é reconhecida. Raito acabara de obter tudo aquilo que ele sempre quis: “Um martelo de juiz para julgar os criminosos”. Sabe aquele papo de “Se quer que algo seja bem feito, faça você mesmo?” E foi isso que Raito fez. Seguia os telejornais meticulosamente e um a um Raito escrevia no caderno causando-lhes ataques cardíacos que os levavam a morte. Até mesmo quando o Shinigami Ryuuku, o Deus da Morte, aparece pra ele, o garoto já estava na espera. Quando recebeu o aval para fazer o que quisesse, aí a coisa ficou feia. O alarde foi tanto que as nações unidas, sem saber o que estava acontecendo ao certo, contratou um detetive super inteligente pra descobrir o que havia com essa onda de mortes. E é aí que a coisa sai do ritmo. Raito começa matar não só criminosos, mas sim todos aqueles que impedirem dele fazer seu julgamento. Ganha a alcunha de Kira e logo desvia seus verdadeiros objetivos em matar de vez o detetive L que estava em seu encalço. Querendo ou não, loucura ou senso de justiça, a criminalidade no mundo diminuiu numa porcentagem absurda, segundo a estória de Death  Note. No Japão mesmo, diminuir muito a criminalidade, deixando a polícia preocupada com o Kira, mas tranqüila quanto criminosos. Raito sabia disso? Queria ele o bem da humanidade? Não, ele só estava entediado. Isso é um Anti-Herói.

Essas foram só três exemplos exacerbados de anti-heroismo. Temos muitas outras como Greed de Fullmetal Alchemis Brotherhood, Riei de Yu Yu Hakusho, Alucard de Hellsing, Johan de Monster, Sasuke de Naruto. Temos muitos exemplos e se colocarmos todos, ficaríamos dias e dias aqui escrevendo.
Todos possuem traços psicológicos bem complicados e se forem analisados com cautela traríamos muitos assuntos a se discutir. Criar personagens e transformá-los em um ícone da cultura pop, não é fácil. Precisa agradar muito os leitores e telespectadores que estão cada vez mais críticos. chega de Disney DVD, queremos ver a realidade!

O que eu quero saber de vocês é o seguinte:

Qual das personificações de arquétipos vocês mais gostam?
O Herói com sua bravura e senso de justiça. O romântico, destemido que enfrenta qualquer problema para salvar seus amigos ou pessoa amada?
O Heroi idiota que não é inteligente, faz tudo por amizade ou por amor.
O Vilão que sofreu um trauma e por isso acaba indo para o lado do mal e sem escrúpulos quer destruir tudo ou uma única pessoa.
O Vilão insano que mata loucamente por diversão, pois quer ver o caos no mundo.
O Anti-heroi que faz tudo do jeito dele, que mata ou age de forma grotesca para salvar alguma coisa ou atingir o objetivo.
Qual desses personagens vocês curtem mais? Vamos comentar? Aguardo vocês aqui nos comentários!

Um abraço galera e espero que tenham gostado da BIG matéria!

Sayonara!


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